Roberval viu a Árvore  escrito em domingo 17 fevereiro 2008 16:32

Roberval queria ser pintor de quadros.

Mas acabou sendo pintor de paredes, ao por escolha, mas por necessidade.

Roberto deixou de ser pedreiro para ser pintor (de paredes, não de quadros.), afinal a grana era bem melhor.

Era a primeira vez que trabalhavam juntos. Portanto eram quase desconhecidos.

Roberval era marido de clara e Roberto de mariana.

Mariana conheceu clara na fila do supermercado, portanto eram quase desconhecidas.

A rotina de subir e descer de andaimes acabou aproximando os dois pintores. E aos poucos foram se tornando amigos, passando a freqüentar a casa um do outro.

E quando estavam acostumados a trabalhar juntos, o serviço acabou.

Com mariana grávida e sem grana, Roberto aceitou trabalhar em uma cidade próxima, perto dali, em uma pintura que duraria uns quinze dias no máximo.

Disse a Roberval que precisava de uma ajuda, convidando-o para ir com ele, prometendo que dividiria com ele metade do que ganhasse.

Carla não gostou da idéia, mas aceitou cuidar da amiga no tempo em que seus esposos ficassem fora.

E lá se foram os dois pintores pra uma jornada de trabalho incessante, mas lucrativa para ambos.

E as duas esposas, não muito satisfeitas em ficar em casa, foram parar em um clube de mulheres, desses que menores não entram.

Era sexta-feira. Finalmente o trabalho havia terminado. Os dois estavam de bolsos cheios e na manhã seguinte partiriam ao encontro de suas amadas.

Compraram umas cachaças e decidiram encerrar a noite em algum bordel da região, com a certeza do dever cumprido.

Mas na hora de irem ao bordel, faltou coragem, e acabaram ficando só com a cachaça.

Tomaram todas e apagaram.

Roberval acordou de madrugada. Percebeu que estava nu, com sede e com a cabeça doendo. Maldita cachaça.

 

............

 

 

Quase caiu da cama ao perceber que ao seu lado, também nu e suado, estava seu amigo Roberto.

Por uma fração de segundos pesou em cobrir o amigo de porradas, quebrar um braço e uma perna, castrar esse cachaceiro pederasta.

Mas por fim decidiu que o melhor seria esperar Roberto acordar e tentar descobrir se o amigo também estava com a bunda doendo.

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O lado B  escrito em segunda 11 fevereiro 2008 00:03


Tudo começou sob um céu de blues.
Antes havia tido o sol, bebedeira e muita festa.
Mas naquele momento havia nuvens, frio e dois sonhadores.
Os dois novos amigos talvez quisessem apenas mais vinho, mas se dispuseram a debater sobre o passado, o presente para tentar mudar o futuro. Ai os dois sonhadores passaram a ser quatro. Mas dos quatro, apenas três resolveram seguir adiante.
E assim os três (patetas ou mosqueteiros) começaram a fazer as coisas de seu jeito, com muito vinho e paixão e se tornaram a banda de rock mais rock’n roll que se teve noticias.
Eram três caras contra o resto do mundo. Por várias vezes, tentaram ser quatro, mas quis o destino que fossem só três mesmo.
Porém eles tinham amigos de fé que tornaram as coisas muito mais fáceis para eles. Assim descobriram que não estavam sozinhos, e quem em meio a um mar de cinismo, ainda poderiam confiar em alguém.
Talvez o sucesso não fosse a melhor saída mesmo. Talvez o sucesso tivesse apagado da memória aquelas lembranças, os momentos hilários que o anonimato causou. Juntos perceberam o valor da amizade e o quanto é importante correr atrás dos seus sonhos, mesmo que isso traga duvidas e incertezas. Mesmo que se tenha que abrir mão de certas conquistas e de certas pessoas.
Mesmo que não se tenha tido o reconhecimento desejado, os três caras que sonharam com um lugar do caralho viveram momentos únicos, se tornaram mais unidos, se separaram, riram muito, talvez até choraram. Mas foram verdadeiros o tempo todo.
E foi fazendo sua própria história que o trio acabou se tornando uma espécie de lenda urbana (ao menos para aqueles que os acompanharam), conscientes de que tudo que fizeram não foi em vão.

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Augusto dos Anjos.....  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 23:56

Ai vai uma poesia simplória do maior poeta de todos....

A LOUCA

Augusto dos Anjos

Quando ela passa: - a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário da mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. - Em seu passado
Houve um drama d'amor misterioso
- O segredo d'um peito torturado -

E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - o coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta.

Depois babacas como zezé di camargo têm a cara de pau de dizer que escrevem poesias.......

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Música boa...  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 23:48

Quer saber o que Ernesto ouvia quando foi fotografado?

http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=58869

 

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Vamos dar uma espiadinha?????  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 22:58

Veja, nossa vida na tv.....

nem tudo é o que parece ser...

Que se dane o mundo e sua fome.

Que se fodam tua pátria eteu sobrenome.

Vamos plantar a semente da discórdia

e queimar o pouco verde que ainda resta

para que bondade e misericórdia?

se nessa vida  ninguém presta?

 Veja sua vida em horário nobre

sua celulite paga nossa refeição.

ao menos, por um instante não serás mais pobre.

ao menos por instante serás digna de atenção.

Veja bem onde está você agora...guarde na memória tudo que estás a desfrutar

pois tudo que é falso tem seu preço e sua hora

e daqui a uns anos, onde vamos estar?????

créditos da foto: drstenio.webblogger.com.br

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